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Nossa História

A década de 80 foi muito boa para o setor automobilístico. Surgiram grandes redes de pneus.
Meu tio possuía uma indústria de equipamentos para geometria de automóveis, a MARVIC FIBRASIL , que por sua vez conquistava o mercado a cada dia.
Nessa época, meu pai tinha um ótimo emprego em uma multinacional francesa, onde trabalhava a mais de 10 anos. Incentivado pelo meu tio, meu pai pediu demissão e sem nenhum dinheiro decidiu montar a Bailon Car a título de comodato com a MARVIC, que cedeu todos os equipamentos e em troca apenas teríamos que treinar alguns de seus clientes.
Antes, porém, para começar, nos ofereceram um treinamento em uma oficina na zona leste de São Paulo.
Durante um mês, meu pai e um primo mecânico, rodaram a cidade para aprender a geometria de automóveis.
Não tínhamos carro, telefone, estoque, dinheiro e muito menos experiência no ramo, mas tínhamos, entretanto, algo muito valioso, ou seja, muitos amigos e uma enorme vontade de conquistar nosso espaço. Nessa época eu trabalhava de office boy em uma multinacional alemã e toda tarde, após terminar o meu serviço me deslocava rapidamente para a oficina a fim de ajudar e aprender a profissão. Após 6 meses tive a mesma atitude de meu pai, pedi a rescisão de contrato no meu emprego e passei a me dedicar integralmente na oficina, já com 6 meses de funcionamento. Adolescente e cheio de disposição, tinha dentro de mim algo que hoje chamam de empreendedorismo, mas que muitas vezes conflitavam com o jeito de meu pai tocar as coisas.
Antes de completarmos 2 anos de empresa já tínhamos um carro velhinho para buscar peças, telefone e a oficina estava sempre cheia de clientes e foi nessa época que o dono do imóvel pediu para que saíssemos, pois ele iria montar uma loja de carros no local.
Com isso, ficamos muito preocupados, mas como sempre Deus estava do nosso lado, alugamos um galpão bem próximo e transferimos a empresa para lá. O espaço era um pouco maior e nesta transferência aproveitemos para fazer novas contratações e para aumentar nossa gama de serviços, pois até então só fazíamos alinhamento, balanceamento e pequenos reparos de suspensão.
Esse espaço, porém, é até hoje umas das lojas Bailon auto center e atende mais de 500 clientes por mês.
Como já citei anteriormente, minhas ideias conflitavam um pouco com as do meu pai, assim em um dos treinamentos que estávamos dando conheci um empresário, dono de uma rede de lojas que estava abrindo uma nova unidade no Guarujá, litoral de São Paulo que, percebendo minha insatisfação me ofereceu uma proposta de emprego e aos 17 anos de idade eu estava deixando meu lar e meu pai com a oficina sozinhos para mais uma empreitada.
Já no Guarujá e achando que estava vivendo um sonho, comecei a perceber o quanto havia perdido, mas percebi também que se quisesse crescer e ser alguém um dia, teria que passar por mais este aprendizado. Nos primeiros meses eu chorava todos os dias quando chegava em casa, sem meu conforto, sem minha cama arrumada, sem minha comida quentinha e fresquinha, sem minha roupa limpa e sem o carinho dos meus amigos e principalmente dos meus PAIS.
Após 2 anos no Guarujá, resolvi que era hora de voltar para São Paulo. Arrumei um amigo para ficar no meu lugar e pedi a meu patrão que me transferisse para uma das unidades do planalto e prontamente fui transferido para a loja da Henrique Shawman e, mesmo tendo que pegar 4 ônibus por dia e ficar entre idas e vindas mais de 4 horas no transito, tinha o conforto de saber que voltaria para minha casa e para meus pais.
Trabalhei mais 2 anos nesta empresa e decidi voltar para a Bailon e ajudar meu pai e achando que por ter vivido a experiência de outra empresa eu já era um profissional completo.
Nosso negócio já estava ficando pequeno para meus sonhos e para os nossos clientes e, foi aí que talvez pressionado por mim e iludido por um aproveitador, meu pai arrumou um sócio e decidiu montar mais uma oficina. Gastamos tudo que tinha e o que não tinha para montar. Naquela época éramos o maior centro automotivo da região da zona sul nas proximidades de interlagos, em São Paulo.
Fiquei responsável por administrar o negócio e contratei vários funcionários e tudo do bom e do melhor. Achei que pudesse agir com a Bailon como a mesma forma como agia com a empresa que trabalhei, ou seja, como uma rede de PNEUS. Como tal, nossas dívidas eram monstruosas e depois de sobrevivermos ao primeiro ano, veio nossa maior decepção, o maior golpe sofrido em nossas vidas. Fomos enganados e ludibriados pelo sócio do meu pai e tivemos que entregar o imóvel que ele havia dito ser dele, para o verdadeiro proprietário, da noite para o dia.
Vivemos a pior semana de nossas vidas e fomos enganados mais uma vez pelo cidadão.
Tivemos que sair do imóvel rápido, desmontar tudo e com um sentimento de revolta, porém com a cabeça erguida, pois sabíamos da nossa honestidade, conduta, do nosso caráter, e não podíamos deixar-nos levar pelo desespero, pela traição e má fé.
Estávamos com um caminhão alugado e toda mudança em cima sem ter onde descarregar. Rapidamente arrumamos um outro imóvel para alugar, mas naquela época cobravam luvas para uma nova locação e nós já tínhamos uma dívida muito grande. Negociamos com o proprietário deste novo imóvel e então deixamos um cheque pré-datado para poder descarregar as coisas.
Procuramos o homem responsável por essa barbárie para pedir que pagasse as luvas e foi aí que pela terceira vez sofremos mais um golpe dele, que por sua vez nos enganou com um cheque roubado.
Tivemos que vender tudo que tínhamos para tentar sobreviver, mas não teve jeito, a Bailon car não suportou bancar ela e todas as despesas geradas pela ABT.
Decidimos então fechar a ABT e fui procurar um novo emprego. Consegui um num auto center no bairro do Ipiranga e lá, fiz muitos amigos e ganhei muito aprendizado, dos quais me fizeram crescer profissionalmente e pessoalmente.
Deus estava no comando. Fecharam-se uma porta, mas se abriram muitas. Minha carreira prosperava. Estava tão bem e feliz que ainda comprei uma sorveteria para trabalhar a noite e aos finais de semana.
Pouco mais de 2 anos se passaram, mas infelizmente nesta época as coisas não estavam do mesmo jeito na Bailon car.
Ainda em virtude do baque sofrido na sociedade malsucedida e as dívidas deixadas, meu pai não conseguia fazer as coisas melhorarem e as consequências foram perdas de clientes e até de quase todos os funcionários.
Meu pai adoeceu e em uma conversa com ele me pediu para voltar e tocar as coisas do meu jeito. Fiquei muito emocionado. Vendi minha sorveteria, pedi as contas no emprego e conversei com meu irmão para que juntos retomássemos o nome da Bailon.
Renegociamos todas as dívidas e trabalhávamos todos os dias até tarde da noite. Após um ano já tínhamos quitado quase todas as dívidas, trabalhando em família e falando em crescimento. Reformamos e ampliamos a loja, contratamos novos funcionários e voltamos a crescer.
Costumo dizer que minha temporada no Guarujá fez com que a maresia entrasse em minhas veias e não saísse mais.
Nessa época, a Praia Grande já estava com um crescimento acima da média nacional e demonstrava ser uma boa oportunidade de negócio com a qualidade de vida que todos sonham.
Desta vez arrumamos um sócio muito decente, que apesar de ter saído logo da sociedade, continua sendo um irmão até hoje.
Assim, em janeiro de 1999 inauguramos nossa Segunda loja, no bairro da Aviação.
Nos preparamos para durante 2 anos para estruturar a empresa e assim criar um alicerce sólido e duradouro. Não conhecíamos ninguém na cidade e ainda tomávamos muito calote em virtude disso, no entanto como estávamos preparados para tudo, essas dificuldades não nos abalaram e sim nos fortaleceram ainda mais.
Foi em 2003 que compramos a nossa terceira loja, e a segunda em Praia Grande, loja essa que nos posicionou verdadeiramente no mercado da baixada santista e principalmente na cidade. No mesmo ano adquirimos a loja 4, ou seja, a loja de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, o que nos proporcionou um crescimento maior para aquela região.
Depois disso tivemos 2 rápidas experiências em uma loja no centro de São Paulo e outra no centro de Santos, litoral, que foram vendidas e nos proporcionaram concentrar nossas forças e a colocar em prática um outro sonho, a idealização, construção e inauguração em Janeiro de 2008 da BAILON TRUCK CENTER.
Chamamos ela de loja 7 e por um tempo foi nossa central administrativa.
Em 2010 realizamos outro sonho e na mesma avenida Rio Bonito, onde até hoje está a Bailon car, inauguramos mais uma loja.
A nova loja é bem ampla e atende assim uma antiga solicitação dos nossos clientes, que podem usufruir de uma boa infraestrutura, mais serviços, conforto e segurança. As 2 lojas de São Paulo são administradas pelos meus irmãos Jairo e Pablo.
As 4 lojas da baixada são administradas por mim e meu pai, a quem nunca mais desgrudo e que apesar dos conflitos do passado costumo dizer que é meus braços e pernas e que jamais chegaria até aqui sem ele.
Hoje, a BAILON conta com 8 lojas e aproximadamente 70 colaboradores que na grande maioria fazem parte desta história de sucesso.
Leandro - Sócio/proprietário da rede Bailon
Bailon e você, 
Amizade sem fronteiras.